Por Gustavo Kerntopf.
É na
adolescência, período de inquietação, ansiedade e insegurança
frente às descobertas mundanas, que a base da educação científica
é apresentada ao estudante. Nela reside as hipóteses e a
metodologia científica de forma aplicada, cabendo ao educador propor
estratégias para desenvolver conceitos gerais e específicos ao
educando.
Diante
desta problemática nada melhor que a prática e, no que concerne à
botânica, manipular plantas e suas estruturas corriqueiramente
tornar-se fundamental para uma aprendizagem envolvente e instigante.
Assim
sendo, a herborização ou a prática em um herbário (do latim
"herbarum"
ervas) compreende a
manipulação de plantas inteiras ou ramos com folhas, flores e
frutos para constituir uma coleção de espécimes secas organizadas
em exsicatas (do latim "ex"
a partir de, "siccat"
secagem) que, quando classificadas e organizadas, geralmente, servem
como material utilizado para o estudo e pesquisa científica.
Praticar
herbário é estudar anatomia vegetal, ecologia, sistemática,
taxonomia, entre outras diversas áreas. No herbário há dados para
compreensão da biodiversidade, desde a espécies extintas à
utilização de plantas na medicina contemporânea... pode-se
"enxergar" a grandiosidade e exuberância manifestada pela
natureza através de suas estruturas, cores e formas que lá estão
preservadas.
Em
essência, os herbários se apresentam como ferramentas eficazes, e
uma das mais importante, para a convivência com a botânica, por
isto, neste projeto piloto, alunos de diferentes cursos técnicos
integrados do Instituto Federal de Santa Catarina coletarão
exemplares de espécimes contido no câmpus Florianópolis para
comporem uma coleção de
plantas no
Herbário
IFSC
(HerbIFSC),
iniciando-se assim o herbário didático-pedagógico.
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