quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Apresentação

Por Gustavo Kerntopf.

É na adolescência, período de inquietação, ansiedade e insegurança frente às descobertas mundanas, que a base da educação científica é apresentada ao estudante. Nela reside as hipóteses e a metodologia científica de forma aplicada, cabendo ao educador propor estratégias para desenvolver conceitos gerais e específicos ao educando.
Diante desta problemática nada melhor que a prática e, no que concerne à botânica, manipular plantas e suas estruturas corriqueiramente tornar-se fundamental para uma aprendizagem envolvente e instigante.
Assim sendo, a herborização ou a prática em um herbário (do latim "herbarum" ervas) compreende a manipulação de plantas inteiras ou ramos com folhas, flores e frutos para constituir uma coleção de espécimes secas organizadas em exsicatas (do latim "ex" a partir de, "siccat" secagem) que, quando classificadas e organizadas, geralmente, servem como material utilizado para o estudo e pesquisa científica.
Praticar herbário é estudar anatomia vegetal, ecologia, sistemática, taxonomia, entre outras diversas áreas. No herbário há dados para compreensão da biodiversidade, desde a espécies extintas à utilização de plantas na medicina contemporânea... pode-se "enxergar" a grandiosidade e exuberância manifestada pela natureza através de suas estruturas, cores e formas que lá estão preservadas.
Em essência, os herbários se apresentam como ferramentas eficazes, e uma das mais importante, para a convivência com a botânica, por isto, neste projeto piloto, alunos de diferentes cursos técnicos integrados do Instituto Federal de Santa Catarina coletarão exemplares de espécimes contido no câmpus Florianópolis para comporem uma coleção de plantas no Herbário IFSC (HerbIFSC), iniciando-se assim o herbário didático-pedagógico.